Carlos Roberto Rocha

Fala galera, beleza? Aqui quem escreve pra vocês é o Fernando Alvarenga, estou estreando o nosso Papo de Músico, no JacareZine.
Fui à casa de um dos maiores músicos do nosso país, o Carlos Roberto Rocha e hoje a entrevista é com ele!

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Fernando: Olá, Rocha, tudo bem? É um prazer te conhecer e ter a oportunidade de entrevista-lo!

Carlos: Vamos chegando… (risos)

Fernando: Pra começar a nossa entrevista, você é natural de Jacareí? Quando começou nessa vida de músico você tinha apoio da sua família? Conte um pouco pra nós sobre o seu primeiro contato com a música.

Carlos: Sou nascido e criado em Jacareí, São Paulo, a qual podemos chamar de terra dos grandes artistas, inclusive de bateristas, há muitos bateristas de Jacareí trabalhando com artistas renomados.
Comecei a tocar violão aos 14 anos vendo o meu pai, Edegard Rocha, que era dentista e tocava vários instrumentos como violão, cavaco e acordeom, tocava chorinho e eu gostava muito de frequentar os ensaios que ele ia, foi com ele que iniciei os meus estudos. Depois de um tempo começou a surgir vários trabalhos e fui convidado para trabalhar como guitarrista com o maestro Palito Miranda,onde tive as primeiras experiências com arranjos e composição.
Mesmo discordando das decisões dos meus pais, aceitei entrar no conjunto “Biriba Boys” e fui para o Rio de Janeiro, já me sustentando como músico profissional.

Fernando: Vocês moraram aonde quando foram para o RJ e como foi no início dessa empreitada?

Carlos: Antes do contrato de um ano com a CBS morei junto com Elber Bedaque, Jorjão Carvalho, Moisés Trumpet e Gilberto Moreira(Giba) em Guadalupe(zona norte do Rio) em uma garagem onde ensaiava com o grupo de baile chamado “SuperBacanas”. Na garagem foi adaptado dois andares de madeira na qual um era para ensaio do grupo e outro com “beliches” para descansar e dormir. Neste início nós comíamos um “pãozão doce com mortadela” que era apelidado de “pão da pesada” em alusão ao radialista Big Boy e seu “baile da pesada”. Na garagem o chuveiro era improvisado (um cano na verdade) com uma surdina de trumpet adaptado pelo Moisés Trumpet, para dar a ideia de uma ducha (risos). A salvação foi que logo começou a entrar dinheiro da gravação e fizemos um crediário no “Bar do Português” e passamos a comer regularmente. O que também foi um sufoco era a locomoção da rapaziada. Nós, as vezes, tínhamos que voltar de ônibus o que era muito cansativo após ter tocado em um baile.
O grupo “Superbacanas” na verdade foi muito especial para mim, porque tínhamos 4 metais (2 trumpet, 1 sax e um trombone) o que nos dava a condição de fazer arranjos mais elaborados.
O “SuperBacanas” acabou virando “cult” no Rio, vinham músicos e galera da zona sul assistir nossos bailes (o verbo “assistir” era literal pois nos bailes ficava metade do salão dançando e outra metade assistindo e ouvindo com atenção o grupo).
Foi uma pena que teve uma vida curta, mas valeu a curtição e o idealismo.

Fernando: Vida de músico não é tão fácil assim, o lance é nadar contra a maré. Conte um pouco sobre a sua formação.

Carlos: Na época tinha aulas de música no ginásio Cene, o Silva Prado, em Jacareí. Tinha aula de música com a Dona Bernadetti, que foi aluna do maestro Heitor Villa Lobos. Como eu gostava de música era mais fácil para entender o que ela ensinava e comecei a buscar mais além do que aprendia em sala de aula.
Aprendia muito com os amigos, sempre saia para ir à praça do Rosário onde se encontrava a turma dos Beatles e depois da meia-noite era a turma da bossa nova ou “galera zumbi” que ia chegando. No meio da galera eu sempre ouvia com atenção o Bertoncello (que estudava com o Messias Santos) e o “Sombra” que sabia tudo de João Gilberto e outros grandes músicos .Na época quem conhecia e fazia mais acordes no violão era considerado e respeitado como o “Rei da Harmona”.
Eu sempre aprendia tirando músicas de ouvido, escutando discos, quando tirava alguns acordes já tentava compor alguma música. Um dos primeiros solos de violão que tirei de ouvido foi um arranjo do Baden Powell para a “Valsa de Eurídice”(Vinicius de Moraes).
Excetuando os métodos de violão clássico (Tárrega,Sor e Aguado) nada existia na época sobre guitarra elétrica. Um método que falava de acordes e progressões de acordes era um do Paulinho Nogueira e mesmo os importados eram muito escassos.
Lembro que em 1978 consegui um método do Joe Pass, ele falava sobre CAGED, acordes e escalas que se dividiam em cinco regiões do braço do instrumento.
Fiz seis meses de aula de violão com o contrabaixista Oswaldo Damião da banda Cry Baby, estudei 3 anos de piano com Olga Cestare, foi quando obtive contato com o clássico. Além da Olguinha, tive influência auditiva com a primeira maestrina de Jacareí, senhora Dionizia Zicarelli, depois fiz aulas de arranjos com Palito Miranda e mais tarde, já estabelecido no Rio de Janeiro , tive aulas de harmonia com o maestro Guerra Peixe, de violão clássico com Edmo Fraga, arranjo com Paulo Moura e Peter Dalsberg e posteriormente análise morfológica e composição com Marlene Fernandes.
Eu lembro quando surgiu The Beatles, na década de 60 e a maioria dos grupos foram influenciado pelo rock. Curtia muito as bandas inglesas que surgiam após o sucesso dos Beatles e os Stones (Led Zeppelin, Deep Purple, Pink Floyd, Gentle Giants e outras) e também os festivais da Record onde surgiram Edú Lobo, Chico Buarque, Baden Powell, Gil, Caetano entre outros.

Fernando: Conta pra gente sobre os seus trabalhos e projetos. Qual era a sensação de estar tocando junto com grandes músicos do país? Como foram os trabalhos com a Rede Globo?

Carlos: No decorrer de muitos trabalhos consegui entrar na CID (Companhia Industrial de Disco) e outras gravadoras, mas foi na CID que obtive um background como arranjador, músico e gravar com grandes nomes da música brasileira, tive a oportunidade de trabalhar com o Sivuca, Emilio Santiago, Cauby Peixoto, Paulo Moura, Copinha , Laércio de Freitas, José Roberto Bertrami, Alexandre Malheiros, Peter Dausberg, Marcio Montarroyos, Jota Moraes, Osmar Milito, Lincon Olivetti, Elber Bedaque, Jorjão Carvalho,Jaime e Nair,Fernando Martins(Tião Fernando), Durval Ferreira, Dori Caymi , JC Meireles, Nana Caymi , Fátima Guedes, Waltel Branco, Lucinha Lins, Dora Duarte, Leila Rocha, Aline, Aftermads Group, Carlo, Margarita Pildayn, Claudinho Veloso e outros . Na época o problema era ser reconhecido, mas tudo deu certo e trabalhei por 12 anos na CID.
Em 1978, sempre trabalhando e fazendo contatos conheci o produtor Chiquinho Boteiro, que me convidou para trabalhar como arranjador na Rede Globo, eu estava entre 15 a 20 arranjadores feras, que eram meus ídolos, entre eles três regentes. Eu fiz muitos arranjos, trabalhei com diversos artistas na Rede Globo, entre eles Aftermads Group, a cantora Aline (com o seu disco independente, no qual cada faixa era um músico diferente, o Toninho Horta participou do disco),  Carlo, Cauby Peixoto , Margarita Pildayn , Claudinho Veloso e outros.
Em 1981 , junto com o baixista e compositor Jorjão Carvalho juntou-se ao poeta Walter Krauser, a poetiza Lizete Mercadante e o artista Leão , formando o “Desejo e Nails “, grupo que resultou na gravação da Rádio FM Inédito em Eldorado de São Paulo. Tínhamos as nossas composições, que eram feitas assim, cada um contribuía com a sua arte, no final somávamos as ideias e virava música. Eu e o Jorjão trabalhávamos na composição, o poeta Walter Klausig e a poetiza Lizeli Mercadante com as letras.
Este projeto contou com a minha participação, do Jorge Luiz de Carvalho, Magno Bissoli, Luizinho Carioca, Lizete Mercadente e Walter Krauser, inspirados pelo livro Anjos Clandestinos de Lizeli Mercadante.
Na noite carioca trabalhei no Sheraton Hotel com o maestro argentino Nestor Schiavone. O ritmo de trabalho era tranquilo, porque tinha dois grupos que se revezavam, cada um tocando uma hora. E nos intervalos dos shows eu ficava estudando “harmonia erudita”, porque tinha somente 1 hora para estudar e também aproveitava para escrever alguns arranjos.
Com o grupo do baterista Ronnie Mesquita fui para a “boite Special Bar/Concorde Restaurante” (boite e restaurante juntos) em Ipanema. Era um dos bares mais badalados pela elite carioca, por escritores e celebridades em geral.
Tinha grandes escritores que também estavam por lá, Rubem Braga e Fernando Sabino que também tocava bateria e celebridades como Tônia Carrero e Pelé que de vez em quando apareciam por lá.
No Special Bar havia três grupos que se revezavam, que era o do pianista Osmar Milito, o grupo do pianista Luis Carlos Vinhas e o grupo do baterista Ronnie Mesquita
Além destes três grupos( 21 músicos no total),t inha o grande pianista americano chamado Mr. Harris, que eu ouvia muito e trocava muitas ideias.
De volta a São Paulo em 1982, trabalhei com o maestro Laércio de Freitas no Projeto Jequetibá, compus a trilha sonora para o filme “Orestes”, nome grego para o grupo “Hundredone”, da Universidade de Brasília.
Publiquei dois livros de música: Estudos Simples para violão e Estudos e Peças para piano.

Fernando: Há quanto tempo trabalha como músico?

Carlos: Há 48 anos.

 Fernando: Quais são as suas principais atividades como artista?

Carlos: Atualmente trabalho no Rio, São Paulo e Vale do Paraíba como professor, arranjador, compositor, escrevo para orquestras, guitarrista, edição de vídeo e edição de áudio.

Fernando: Qual é a sua concepção para compor? Pensa em motivos rítmicos, chord melody? Como compõe música instrumental e música cantada? Fale também um pouco sobre improvisação para nós.

Carlos: Como eu já fui cantor e vocalista, a ideia musical vem no gogó.
Toco um acorde e canto um motivo (célula de 3 ou 4 notas musicais) e aí vai aparecendo outros . Ás vezes aparece uma frase de quatro compassos para logo em seguida vir outra frase em respostas e seguir desenvolvendo.
Ás vezes escrevo as músicas de cabeça, no computador, sem instrumentos, muitas vezes escrevo para orquestras. Gosto de mesclar música atonal (Shoenberg) com música tonal, mais ou menos na linha do compositor polonês Krzysztof Penderecki, que trabalha muito bem com essas duas técnicas de composição.
Uma dica, se você quer escrever música instrumental, antes faça canções, para evitar o excesso de notas e o excesso de ideias.
Em músicas cantadas, componho pensando na música em cima da poesia.
Marlene Fernandes minha professora de composição sempre dizia: não se esqueça de Beethoven na hora de compor, lembre que ele foi o “rei do desenvolvimento” dos incisos.
Estou terminando uma suite chamado “Miniaturas” (1,2,3,4,5,6).
Na parte de improvisação a maior deficiência para a maioria dos instrumentistas é ainda o “vocabulário fraseológico”. Aumentar o “vocabulário fraseológico” é um trabalho constante. Vejam o exemplo de John Coltrane que passava 12 horas estudando e criando frases.
Não podemos confundir técnica com vocabulário fraseológico. A técnica ajuda o músico expor uma ideia musical, ou seja, ajuda o instrumentista a executar com precisão um fraseado que surge na hora da improvisação. Vocabulário fraseológico ajuda o músico a criar melodias em cima da “melodia principal”.
Quando nós ouvimos John Coltrane improvisar na sua composição Giants Steps, nós ouvimos várias melodias derivadas da melodia principal.
Um grande harmonizador ou um compositor são as vezes péssimos improvisadores. Por quê? Faltou a eles aumentarem seus “vocabulários fraseológicos”. Uma coisa é você sentar com um instrumento e trabalhar um “inciso“, outra é você recriar incisos na hora da improvisação.

Fernando: Quais são os seus equipamentos? Tem apoio de marcas?

Carlos: Tive várias guitarras como Gibson Les Paul, Fender Stratocaster e Telecaster. Depois consegui uma Gianini acústica bem antiga com captador alemão “Shaller” .Pedais Waw Cry Babies, Phaser, Chorus e Flanger da MXR.

Fernando: O que seria interessante as bandas realizarem?

Carlos: As bandas de rock poderiam, a exemplo dos grupos instrumentais, fazer um mutirão para gravação de CDs, apresentações de shows coletivos com várias bandas em festivais, com os próprios músicos gerenciando.
Organizar “feiras livres de música” com bancas distribuindo CDs, eventos multimídia promovendo as bandas, canais de TV ambulante com entrevistas com as bandas e parafraseando o grande cineasta Glauber Rocha “com uma máquina na mão e uma ideia na cabeça” transmitir “em tempo real” um evento para a Internet.
Não podemos esquecer que esta socialização do trabalho musical atinge todos os componentes de uma banda de rock, por exemplo, cada um com uma especificação.
Elemento um vai atrás de patrocínio, elemento dois vai cuidar do aluguel do som e iluminação, elemento três cuida das finanças e assim por diante. Tem que ter uma divisão de trabalho além do trabalho puramente artístico.
No caso da cidade de Jacareí o ideal seria abrir espaços, dialogando com o pessoal da educação e cultura da cidade. Eu assisti uma banda de rock por acaso no Parque dos Eucaliptos quando fui caminhar e estava lotado. Era um final de semana a tarde e a galera de “góticos” foi super comportada não zoando muito no parque.
Dia 12/05/2014 assisti pela Internet através do site do Sesc Instrumental, um show do também jacariense, compositor, bandleader e baterista Magno Bissoli.
Tem que reunir o pessoal e começar a agir.

Fernando: O que os músicos que pretendem seguir carreira profissional precisam saber?

Carlos: O profissionalismo na verdade é um trabalho árduo, quase braçal, pois o músico em geral (com raríssimas exceções para os mais abastados) começa na carreira acompanhando cantores.
Aí ele tem que ter uma experiência em acompanhamento (levadas) e progressão de acordes, solos e improvisos são pouquíssimos, quando aparece são uns 2 ou 4 compassos.
É preciso encarar o trabalho musical como qualquer outro, então nada de bebum, drugs ou embalos de sábado a noite. Já vi muito músico “queimar o filme” por causa destes problemas.
É sempre bom estudar bastante de 4 a 8 horas porque quando estiver na estrada (shows, estúdios, trabalho na noite, etc) não vai sobrar tempo para estudar.
Se caso almejar tocar em grupos com grande formação como “bigbands” (existem muitas em São Paulo e Rio por incrível que pareça) ou “combos” com 4 ou 5 metais é bom estar com a “leitura musical afiada” (partitura) e estar informado acerca de outros gêneros musicais mais elaborados com jazz, brazilian music, bossa nova, clássico e outros.
Pode se despir dos preconceitos, até cristalizar um trabalho próprio com composições e etc. O profissional de música precisa sobreviver (aluguel, comida e locomoção).Tem que encarar nos shows ou nos estúdios vários gêneros musicais tal como: sertanejo, axé, pop rock, rock, bossa, mpb, jazz, gospel e outros gêneros musicais.
Procurar trabalhar em várias frentes como guitarrista, vocalista, arranjador, produtor de estúdio,”transcriber”, e diretor musical.
Ontem e hoje principalmente no eixo Rio-São Paulo a aquisição e apresentação de um “setup” instrumental .
Não desvincular nunca da Internet e redes sociais (Facebook,Twitter, Instagram, WhatsApp, Blogs,YouTube e por ai vai). Sempre que tiver algum show,seja seu ou do artista com quem você esteja trabalhando, procure divulgar numa mala direta de contatos de email e contatos nas suas pages na Internet.

Fernando - Rocha ok

Fernando: Conte uma novidade em primeira mão para o JacareZine?

Carlos: Novidade é que eu estou escrevendo e editando meu terceiro livro, ainda sem título. Desta vez este livro está mais completo com 2.800 acordes, 200 escalas, frases para improvisação, conceitos para composição e arranjo, play along para treinamento de solos e improvisos e por ai vai.

Fernando: Sobre escalas exóticas, vi o seu post mais recente fala sobre a escala enigmática, fale sobre suas atuais pesquisas?

Carlos: O objetivo é a desmistificação destas escalas e domesticá-las. Trazer para a música brasileira e para a improvisação as “ragas indianas” e as chamadas “escalas exóticas”, terminologia que soa para mim de uma maneira muito preconceituosa, tudo o que o Ocidente com suas guerras e destruições dos acervos culturais e musicais orientais fizeram e faz até hoje. Seria uma integração e uma convivência com todas essas escalas.
Grandes guitarristas como John MacLauglin e Joe Satriani já usam essas escalas na sua música. Cabe a nós começar a estudá-las.

Fernando: Quantas horas estudava quando começou e quantas horas estuda hoje?

Carlos: O ideal é manter um ritmo de estudos de 4 horas (lembrar que os chineses estudam uma média de 8 horas). Eu pessoalmente não sou um bom exemplo de organização e por conta de já começar no profissionalismo e atuar numa terra com “sol, praia e mulheres lindíssimas” que tirava o foco de qualquer mortal, estudava muito pouco.
Os bailes e ensaios eram onde eu pegava no instrumento. Eu estudava mais era composição e arranjo. No meu caso especificamente, por eu atuar em várias frentes musicais como guitarrista ,violonista, arranjador, vocalista, direção artística e algumas vezes produção tirava o foco do instrumento, no caso a guitarra e violão.
Quando eu comecei a dar aula eu voltei a estudar “de verdade” a guitarra, treinando escalas, padrões e frases. Em 2004 retomei meus estudos de violão que tinha parado há bastante tempo por conta da guitarra e pude estudar obras do Garoto, Bach e outros. E o curioso ao tocar Bach e que você consegue entender mais a maneira dele compor ao desenvolver os motivos, fraseado, os baixos que são a 2° melodia em Bach e por ai vai.

Eu acho que a guitarra elétrica chegou a um patamar muito alto de sofisticação técnica. Para o guitarrista mais informado não dá para ignorar um Allan Holdsworth, Satriani, Jason Becker, Joe Pass, SteveVai e mais uma infinidade de grandes guitarristas. Ou seja, não tem como fugir, ou estuda para ser um verdadeiro guitarrista ou segue almejando fazer muito dinheiro como um “popstar”.

Fernando: Aonde podemos encontrar os seus trabalhos na internet?

Facebook: www.facebook.com/CRRochaGuitar

Blogs: http://carlosrobertorocha.blogspot.com/
http://carlosbirdland.wordpress.com/
http://carlosrobertorocha.blog.com

Reverbnation: http://www.reverbnation.com/crrochaguitar

YouTube: https://www.youtube.com/user/CRRochaGuitar

Yoga: http://yoganews2.blog.com

Cinema e Séries: http://7artnews.wordpress.com/
http://birdlandseries.blogspot.com

Volleyball (seleção feminina)
 http://muchogooglelocovolleyball.blogspot.com

HTML e CSS (códigos): http://htmlecssnojantar2.blogspot.com.br

Fernando: Você se preocupa com o assunto identidade musical, timbres, técnicas e acha que é importante o músico contribuir com a música de forma peculiar?

Carlos: Eu me preocupo bastante com a identidade musical, porque nós não podemos esquecer que somos brasileiros e temos uma diversidade musical imensa, maior inclusive do que os “açougueiros do norte” (USA) que tanto os músicos brasileiros tentam idolatrar e mimetizar.
Tinha um grupo chamado “Quarteto Novo” (Hermeto Pascoal, Heraldo do Monti, Théo de Barros e Airton Moreira) que foi criado inicialmente, para acompanhar Edu Lobo nos festivais da Record nos idos 66 até 69 e posteriormente devido o sucesso e a originalidade do grupo partiram para um disco memorável.
As influências são válidas e até bem vindas, mas não podemos esquecer-nos de fazer uma música com alguma brasilidade.

Fernando: Influências nacionais e cinco internacionais?

Carlos: Edú Lobo, Tom Jobim, Hermeto Pascoal, Pixinguinha e Villa Lobos.
Claude Debussy, Bill Evans, Bach, Arnold Schoenberg, Pat Martino.

Fernando: Você busca inspirações em outras artes e culturas pra compor?

Carlos: Yoga e Meditação há muito tempo que além de promover saúde, promove principalmente o foco, auxiliando na concentração e um pouco de paz mental, condições “sinequanon” para podermos compor, criar e improvisar.

Fernando: Para quem deseja ter aulas com você como te encontrar?

Carlos: Rua Antônio Afonso, nº 620, Centro, Jacareí-SP
Telefone: 39538735
Email: carlos7294@gmail.com

Fernando: Rocha quero dizer que foi um prazer imenso e uma honra ter conhecido você e ter a oportunidade de estar te entrevistando. Obrigado pela excelente recepção e pela conversa maravilhosa, com certeza aprendi muito com o nosso PAPO DE MÚSICO.
Obrigado a todos da equipe JacareZine, todas pessoas que apoiam e a você que esta acompanhando as matérias.

Valeu até a próxima!

Abraços!


 

Por: Fernando Alvarenga
Músico & Colunista

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2 Respostas para “Carlos Roberto Rocha

  1. Louvável iniciativa sua Fernando. Parabéns a equipe de JacareZine. Jacareí não pode ficar sem informação dos músicos, acontecimentos artísticos e não músicos com sensibilidade musical que proporcionam os eventos onde tudo aparece.

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