Entrevista: Vingador

 

 

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Alexandre Cabral, vocalista e guitarrista da banda VINGADOR, concedeu entrevista ao JACAREZINE BRASIL. O músico falou sobre a fundação e início das atividades, dificuldade de manter a formação estável, como conciliar o trabalho regular em paralelo com a banda, lançamento do primeiro álbum de estúdio “Dark Side” (2012).

A banda formada em 1999, porque demoraram tanto tempo para lançar o primeiro disco? Como tem sido a repercussão?

Alexandre Cabral: Tivemos muitos contratempos durante esses anos, o primeiro deles foi porque éramos muito novos, não trabalhávamos, dependíamos dos pais e não tínhamos dinheiro para gravar um debut na qualidade que queríamos. Pouco depois, quando isso já era possível, convivemos com as dificuldades de crescer, trabalhar e estudar em outra cidade e com isso tivemos muita entrada e saída de integrantes durante a maior parte desse período citado, que nos impossibilitou focar em uma gravação. A repercussão não poderia ser melhor, ela tem sido 100% positiva, até agora e isso é realmente gratificante, pois esse álbum resume cerca de 10 anos de trabalho da banda.

Como é administrado o tempo para banda? Levando em consideração ensaios e dedicação dos músicos.

Alexandre: Sabendo da realidade de uma banda de metal, nós sempre tivemos como prioridade trabalho e família. Dentro da banda nós dividimos tarefas, funções além das dos instrumentos, isso é dividido conforme o tempo que cada um tem disponível para se dedicar, baseado nessas prioridades que citei. Nossos ensaios são semanais, de forma geral e mesmo que um ou outro não possa, a gente acaba se encontrando para resolver alguma coisa, seja uma detalhe de composição com o baterista, uma entrevista junto do baixista, etc. O importante não é a quantidade de tempo, mas a pro atividade de cada integrante.

Em relação a influências da banda, quais são e como elas interferem no som do Vingador?

Alexandre: Musicalmente somos influenciados pela atmosfera de alguma banda, mas nunca totalmente, e sempre nos preocupamos em não soar diretamente igual a ninguém, estamos sempre verificando se criamos algum riff que inconscientemente é igual a de outra banda e isso é muito complicado porque na linha que tocamos, tudo já foi explorado. Apesar disso, creio que conseguimos fazer um som que é do Vingador. Temos muitas influências, Slayer, Metallica antigo, Death, Motörhead sempre foram influencias, mas recentemente confesso que bandas como Gama Bomb, Evile, Mutant, Violator, entre outras, tem sido grande influencias, musicalmente e/ou nas temáticas abordadas.

O Vingador está completando 15 anos de atividade. Como avalia todo esse tempo de estrada com a banda?

Alexandre: Foram bons anos, passamos por dificuldades, momentos de desanimo, desavenças, mas banda é como um casamento e sempre tem altos e baixos. Acho que o mais importante é a amizade que criamos dentro desse projeto coletivo que é uma banda, e um impulsiona o outro, pois uma das coisas mais gratificantes que posso citar, é esse sentimento de compartilhar de musica, show, idéias entre nós, fazer essa arte acontecer, esse sentimento mutuo. Não posso negar que os últimos 4 anos tem sido de longe os melhores anos para o Vingador, mas eu não me arrependo de nada desses 15 anos. Foram bem aproveitados e vivemos nosso sonho de rock, juntos.

Ainda em relação a esses 15 anos de estrada, olhando para trás, o que vocês consideram como um erro e que, se pudessem, tentariam evitar?

Alexandre: Erros que cometemos, creio que foram úteis para aprendermos com isso e sermos quem somos hoje, então realmente não me arrependo das cagadas. Mas um erro que não pretendemos cometer novamente é o de demorar tanto para lançar material novo.

A atual formação da banda parece estar bem afiada. O que a banda tem de planos em relação a um novo disco: direcionamento, músicas prontas, data de gravação?

Já estamos compondo desde que lançamos o DARK SIDE, e continuamos neste processo, gostaríamos muito de estar com o material todo pronto para 2015, mas ao mesmo tempo não temos pressa em compor, em prol de que o material fique o mais satisfatório possível para nós, trabalhando com calma e dando a atenção devida. Além das novas também devemos lançar material antigo que não chegou a entrar no DARK SIDE. A linha de som esta a mesma, talvez pouco mais amaducerido. Mas o grande destaque deverá ser um foco maior em musicas com criticas sociais/políticas e com isso também, mais musicas em português.

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O JacareZine é um fanzine que busca dar um espaço para bandas e artistas em geral que a grande imprensa não evidencia. E todas entrevistas que fizemos nós tivemos um retorno super positivo, pois muitos músicos aqui da nossa cidade mandam mensagens falando o quanto foi importante para eles “ouvir” um pouco da história e experiências de bandas de fora que também estão na “correria”. E pode ter certeza, não tem nada mais gratificante!! Que mensagem você gostaria de deixar a essas bandas que buscam sair do anonimato e sonham com o reconhecimento? A uma “formula mágica” para isso?

Alexandre: Que não se importem com fama e façam o que estiver ao seu alcance, façam o que agrada a vocês mesmos e apenas, mas façam vocês mesmos! O reconhecimento vem naturalmente e se vier, será de algo verdadeiro, que é o que conta! Nós não precisamos ter fama mundial para viver o sonho de fazer rock, viver o rock começa quando você pluga sua guitarra e coloca seus demônios para fora em riffs e letras que vem de você! A formula mágica é essa: ser verdadeiro consigo mesmo.

 

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