Papo de músico: Jedi Vieira

Fala galera, beleza? Aqui quem escreve pra vocês é o Fernando Alvarenga, lançando a #2 edição do Papo de Músico, no JacareZine. Fui à casa de um dos maiores músicos do nosso país, Jedi Vieira e hoje a entrevista é com ele!

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Fernando: Fala, mestre Jedi (risos) tudo bem? É um prazer ter a oportunidade de entrevista-lo! Você sempre morou em Jacareí?

Jedi – Eu na verdade nasci em Pindamonhangaba-SP cara, sou de Pinda, morei lá até os meus 4 anos, saindo de lá, vim pra Jacareí com 5 anos e depois acabei morando em várias cidades, entre elas São José do Rio Preto, Americana e Bauru, porque o meu pai Osvaldo Vieira é pastor, sempre o transferiam de igreja, voltei para Jacareí em 1990 e continuo morando aqui até hoje. Me considero um Jacareiene, porque a maior parte da minha vida passei aqui.

Fernando – Quando foi o seu primeiro contato com a música

Jedi – Minha família é tudo musical (risos), meu pai sempre tocou violão, minha mãe  Isolina Vieira canta, os meus irmãos mais velhos Joel Felippe e Eliel Vieira também tocam, eu sou o mais novo de casa, sempre aprendia muito com eles desde pequeno e com 8 anos de idade comecei a tocar violão apenas observando como eles faziam e fui fuçando e aprendi a tocar sozinho. Com 10 anos tive contato com a bateria, comecei tocando na igreja e me apaixonei pela batera e fui me dedicando.

Fernando – O que a sua família achava de você ser baterista?

Jedi – Ahh no começo eles sempre apoiavam, com certeza, é muito gratificante para os pais terem um filho com algum talento, o único problema é quando você já esta mais velho e precisa decidir se é isso mesmo que você vai fazer da sua vida ou não. Enquanto o instrumento é só um hobbie na sua vida tudo é lindo e maravilhoso, mas a partir do momento que você diz ” quero viver de música agora”, ai começa complicar um pouco, porque assim…a música é uma profissão um pouco complicada, difícil no nosso país e as pessoas sempre ficam com medo, os pais querem ver os filhos em uma empresa bem empregados , fazendo faculdade, quando você fala que vai ser músico eles ficam preocupados, mas a partir do momento que você começa a trabalhar e se manter, eles mudam a opinião e o apoio é total.

Fernando – Fale um pouco sobre a sua formação.

Jedi – Eu sempre fui autodidata, no começo aprendia algumas batidas com amigos, sempre gostei de informações eu leio muito, gosto de ler sobre diversos instrumentistas inclusive bateristas, na época comprava métodos, CDs, video-aulas de bateristas em VHS (risos), tinha a vídeo aula do Duda Neves, Albino Infantozzih, Mauríio Leite, Cuca Teixeira, ouvia muita música, perguntava pra um ou pra outro sempre questionando, o meu irmão mais velho me apresentava muita coisa gringa, como Dennis Chambers, Dave Weck, e fui desenvolvendo sozinho, na raça, tirando as músicas de ouvido, depois com 19 anos fui fazer aulas com o baterista Elber Bedaque na casa dele, ele foi o unico professor que tive, ele abriu demais minha visão sobre muitos estilos, entre eles jazz e rítmos brasileiros e aprendi muitas conversando com ele sobre experiências de vida, como lidar com diversas situações no meio musical, ele passava muita coisa legal da vivencia do dia a dia com o instrumento, o Elber acrescentou muito. Depois eu fiz aula de percepção musical com o trompetista Moisés, ele me ajudou muito para desenvolver esta parte de teoria musical e percepção. E o restante é na estrada mesmo (risos). Eu peguei um época legal até, antes era mais difícil conseguir algum material para estudar, e o hoje em dia esta mais fácil ainda por causa da internet, mas pelo fato de ter muita informação se o pessoal não tiver algum professor para direcionar e não tomar cuidado podem se perder.

Fernando – Você acha importante o baterista estudar harmonia, entender um pouco de guitarra, baixo e outros instrumentos?

Jedi – Eu acho importantissimo se o baterista puder aprender um instrumento harmônico, pode ser violão, teclado ou qualquer instrumento de harmonia, acrescenta muito, porque a bateria você trata com divisão rítmica e é legal você saber um pouco de harmonia, exatamente para entender mais sobre o que esta acontecendo dentro da música e assim fica ainda mais músical, tendo muitas vantagens, por exemplo, tocar mais melodicamente, sabendo até mesmo identificar os acordes que permitem que você faça uma virada de batera e em qual parte a música muda, essas coisas.

Fernando – Conte sobre alguns trabalhos que teve ao decorrer da carreira.

Jedi – Tem vários trabalhos que fiz de grande importância, uma das coisas  bacanas que posso destacar, são os trabalhos autorais que gravei, entre eles minha antiga banda Salvador de axé gospel que participei do terceiro CD, gravei o primeiro CD com a minha banda TwoZé, participei do DvD do Tuia Lencioni, gravei algumas faixas do CD do André Garibald, gravei e fiz shows com a banda Kanaviá, sem contar outros trabalhos que fiz em discos de amigos, como por exemplo, Marco Aguiar, Canny. Tocar cover eu acho muito legal, toquei com diversos artistas e bandas, como a Palace que peguei uma experiência legal, toco com a minha banda TwoZé e Make a Sound, é um grande aprendizado, mas poder colocar a sua assinatura na música é muito gratificante e além de estar trabalhando bastante a criatividade.

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Fernando – Fale um pouco mais sobre as bandas

Jedi – Banda Salvador, foi uma experiência bacana no meio golpel, fico agradecido por ter tocado com eles, os integrantes vieram da Bahia pra SP, fiquei 3 anos na banda fizemos muitos shows, desde eventos em igrejas a shows com um publico gigantesco e com uma grande estrutura, aprendi muito tocando com eles, até mesmo experiência de palco, porque tocar em palco grande é totalmente diferente, porque tinha que chegar, passar o som, equalizar a batera, interagir com os outros músicos da banda, ajudou muito em termos de resistencia, pegada, falando sobre o lance técnico, foi uma grande experiência.

Depois que eu sai da banda Salvador comecei a tocar aqui na noite do Vale,  fazia free lancer com vários artístas, estava entrando de cabeça na carreira de músico, falei “vou entrar nessa fogueira ai” (risos) em seguida tive a banda Dr. MaCcoy que tocava um som mais groove, que é legal pra caramba, fizemos alguns shows, mas a banda acabou, depois entrei na banda Fox que foi legal, muito divertido, tocavamos em vários lugares, depois que eu sai da Fox entrei na banda TwoZé que é a minha banda pricipal, conheci os caras da banda, comecei a tocar com o Fabio Teles e com o Willian Silva, criamos uma química juntos e estamos até hoje, tem 10 anos de banda. Nesse meio tempo ai, tive outros trabalhos, acabei saindo um tempo da TwoZé, fiquei 2 anos fora e retornei já faz 3 anos. Mas parelamente a TwoZé acabei fazendo outros trabalhos, free lances, gravações, etc…”Você está na chuva é pra se molhar” (risos). Nesse meio tempo eu fiz shows com o Tuia e gravei o DvD dele, trampo legal pra caramba, fiz free lances com a banda Ex-cb e acabei entrando para banda Palace, que já era da mesma galera , toquei na banda por quase 2 anos, e lá foi uma grande experiência que somou musicalmente para minha carreira. Depois sai e voltei para TwoZé.

Eu sempre gostei de música instrumental, a gente teve o nosso trio Tricô com você e o Ewertton Machado, que posso falar que tive um trio (risos) … “Fernando” (triogonometria como o Marcus Flexa dizia)…. “Jedi” (risos)  Eu sempre me aventurei na onda do instrumental, fiz trabalhos com uma galera, entre eles, André Briuza que tem um trabalho muito bom, faço parte do projeto Make a Sound do Cleverson Teixeira de Oliveira, que é um projeto legal, diferente, pegamos composições de música pop,  e fazemos instrumental, é uma banda de 11 integrantes, com vários instrumentos de sopros, é uma big band, ao invés de tocarmos Jazz, tocamos música pop, com arranjos instrumentais. Sempre esta rolando shows, a proposta é bem interessante e legal de fazer, estamos gravando um material e logo divulgamos pra galera.

Fernando – Legal… Nas gravações qual era o set de bateria que usava?

Jedi – Na maior parte dos trabalhos eu usei a minha própria batera, que é legal por já estar acostumado com ela, com o timbre e a sonoridade, lógico que um trabalho ou outro acabamos usando a bateria que já esta no estúdio só uso os meu pratos e acessórios, mas sempre afinava e dava aquela ajustada para deixar do meu gosto, a maioria gravei com o meu instrumento, cada trabalho tem o seu estilo, monto o kit de bateria de acordo com o que a música pede. Quando é rock no caso da TwoZé, uso uma afinação mais grave, quando os trabalhos são mais pop, mpb, como o do Tuia que foi mais acústico já usei um kit mais resumido, com um bumbo menor, peles porosas, pra deixar o som de acordo com o trabalho e  adaptando sempre ao que a música pede

Fernando – Muito bacana, quando você tocando as suas frases com o seu próprio instrumento, de certa forma acaba soando mais original

Jedi – Exatamente, eu acho legal pra caramba, além de fazer as próprias frases ter um timbre e afinação que faz parte da identidade musical, por mais que você monte o kit da batera resumido, vai ter sua digital na música. Ai entra naquele assunto das influências musicais, geralmente temos um ídolo no começo da carreira que queremos tocar igual ao cara, mas com o tempo você vai amadurecendo e tentando achar  o seu caminho, seu som, sua identidade, então com certeza, por mais que você vai adaptar ao que o artísta quer,  querendo ou não você acaba colocando a sua identidade e isso é muito importante, porque de repente o artísta pode te chamar por que gosta do seu som. Sempre que gravei os artístas me deram liberdade para contribuir com a música com a minha própria digital, as vezes eles vem com uma idéia pré estabelecida só para direcionar na verdade, geralmente acaba sendo livre para colocar a própria idéia, mas sempre respeitando a música, porque o mais importante de tudo é a música, você tem que fazer o que a música pede.

Fernando – Há quanto tempo trabalha como músico?

Jedi – 15 Anos

Fernando – Você pretende gravar um CD solo?

Jedi – Sim, com certeza cara! Eu tenho muita vontade de gravar um CD, chamar convidados e mostrar um pouco das minhas viagens músicais que desenvolvi ao decorrer da carreira, sera um CD bem versátil, passando por vários estilos, entre eles jazz, fusion, música brasileira, rock, soul music, funk, “só esta faltando dar o start” (risos).

Fernando – Qual é a sua concepção pra compor?

Jedi – Quando eu vou compor penso na batera, no groove, na melodia, sequência de harmonia ou no riff. Mas não sigo um padrão, as vezes começo fazendo uma levada na batera com uma pulsação que acho legal, depois eu pego violão e tento compor uma sequência de harmonia ou melodia em cima desse rítmo, outra maneira que também componho é com o violão, algumas vezes a música parte de uma harmonia, melodia ou riff que fiz sem pensar na batera e depois eu vejo o que posso compor com a batera dentro da idéia.

Quando vou compor música instrumental da pra explorar mais a parte de improviso, já com vocal é preciso dar uma enxugada (risos) os solos de batera não podem ser longos demais, porque tem mais ou menos uma formula, não que tenha que obedecer ao pé da letra (risos), mas deve respeitar a música, da mesma forma deve se pensar com música instrumental, mesmo sendo mais “free”, não podemos exagerar demais, fazer algo muito fora do contexto também (risos). A linha de composição de música instrumental e música com vocal é um pouco parecida, o bom é aproveitar a criatividade e expor a musicalidade que esta dentro de cada um.

Fernando – Nos dias de hoje, quais são as suas atividades como artista?

Jedi – Bom… eu tenho a minha banda TwoZé, graças a Deus a gente consegue manter uma agenda legal, tocamos em muitos lugares, festas, barzinhos, casamentos, aniversários (risos), tocamos classic rock internacional e as pessoas conhecem a gente por causa desse estilo, faço parte do projeto instrumental Make a Sound. Tem muitos anos que eu dou aulas de bateria, que é umas das coisas que eu sempre gostei, antigamente tive a minha escola, hoje dou aulas na E.L.M. Escola Livre de Música e quando eu tenho a oportunidade faço free lances, gravações, tudo que pintar e estiver relacionado a música a gente esta fazendo. Futuramente vou fazer workshops, elaborar um material para dar umas dicas pra galera que esta começando, com o pouco de experiência que eu tenho já da pra passar alguma coisa pra galera que esta vindo ai.

Fernando – Qual é o seu setup?

Jedi – Meu kit de pratos é da Zildjian modelo A custon característica mais brilhante composto por 2 Crashs 16” e 17”, 1 condução 20” e 1 chimbal 14”, 1 Splash 10”, quanto mais variedades de pratos é melhor, se eu tivesse endorserr poderia explorar mais variedade e timbres de pratos, se eu pudesse teria um tipo de pratos para cada situção, minha bateria é a Yamaha Stage Custon, com bumbo de 22 polegadas, tom de 10” , 12 e 14, é kit fusion que o pessoal fala, caixa de madeira da Mapex 14” por 5” e 1\2, eu gosto muito do som da caixa de madeira, apesar que caixa quanto mais variedade tiver é legal para somar com cada estilo de som que vai fazer, eu tenho somente duas caixas (Yamaha Steel 14” por 5” 1/2),  atualmente voltei a usar pele hidraulica por dar um som mais grave na batera, até para somar com a proposta da TwoZé. Eu já usei muito pele porosa na batera toda, do começo década de 90 até hoje virou uma febre usar pele porosa, o Neil Peart usava as peles todas brancas e muitos bateristas de rock, dai eu comecei a usar também (risos) e curti, mas tem uma grande diferença de sonoridade, a pele hidraulica por ser filme duplo da um som mais grave e encorpado, a pele porosa da um som mais aberto, você consegue sentir mais o som do tambor, da madeira mesmo, deixando o som mais natural do tambor, coisa que a pele hidraulica não consegue tanto, por deixar o som mais grave, mas dai vai de acordo com o trampo ou o som que você quer fazer, mas se eu for fazer um instrumental, até mesmo com a Make a Sound, a pele porosa combina mais. Você pode usar pele hidaulica ou pele porosa pra tocar todos estilos, não esta errado, mas é legal pesquisar sobre timbres, afinações, tipos de peles, sendo assim você consegue somar com o que a música esta pedindo, se for afinação mais grave já combina com rock, pop, se for mais aguda combina com jazz, sempre tentar conhecer a madeira do tambor que esta usando, qual é a pele que combina mais com o tipo de tambor que você tem. Eu uso pedal duplo DW 7000, já faz alguns anos que estou usando, eu comecei com pedal duplo não porque sou do metal (risos), tem gente que fala que o pedal duplo é só pra tocar metal, não é verdade, o pedal duplo é usado em vários estilos de música, eu comprei o pedal duplo no começo mais para desenvolver a minha coordenação de pé esquerdo também e fazer um som com ele, até mesmo na proposta mais jazz/fusion e rock n´roll.

Quando vou tocar em barzinho, levo um kit de batera resumido,  o mínimo possível, tenho um bumbo menor de 20 polegadas ,  resumo as outras peças o máximo que dá. Para trabalhos acústicos levo o Cajon, coloco um meia lua no pé, vou ouvindo e fazendo a percussão, eu tenho uma visão de baterista, não sou percussionista toco cajon como um batera, é diferente de um percussionisa tocando cajon. Mas vou fazendo o meu som, no final de tudo acho que dá certo (risos).

Fernando – Você acha que os bateristas que estão começando devem se preocupar com timbres, afinações, além de técnica e frases. É bom pesquisar estes itens quando estão aprendendo a tocar covers?

Jedi – Sem dúvidas. Tem a parte da tocabilidade de fraseado, levadas, mas é sempre importante se preocupar com a sonoridade, eu sempre faço isso, quando curto o som do baterista, vou procurar que tipo de afinação ele usa, se ele deixa as peles mais esticadas ou mais soltas, tanto na parte de cima ou debaixo do tambor, procuro saber qual é a pele dos tambores, qual é o setup dele, etc… E é legal, quanto mais sons de qualidade você ouvir, vai afinando o seu ouvido e ficando mais exigente com o som da sua batera e aos poucos você acaba criando o seu próprio timbre, fazendo umas frases legais com um excelente som de batera. O som fica duas vezes melhor para quem esta ouvindo.

Fernando – Vi em alguns shows você cantando e tocando, fale um pouco sobre esta idéia de cantar x tocar bateria. Tinha dificuldade no começo?

Jedi – Hoje em dia esta mais natural cara, no começo foi difícil, porque estava acostumado a trabalhar os 4 sentidos ” braço direito e esquerdo, perna direita e esquerda”, quando fui cantar já entrou um quinto elemento, uma quinta divisão e todas diferentes uma da outra, principalmente cantar que é um ritmo totalmente diferente do que estava tocando, tinha que me preocupar com estes itens, com a afinação da voz, pensar em vozes diferente, uma terça, uma quinta, andamento da música, com o que cada músico estava fazendo e ainda dar um tchau para o cara que esta passando na frente do palco (risos), então esta independencia no começo foi um pouquinho mais difícil, é ideal estar treinando isso, nem que você não cante, mas tem tem alguns exercício de batera que você conta o tempo em voz alta enquanto vai tocando, ou cantando outra divisão, é muito interessante e bom pra ter mais independencia e enriquecer ainda mais a musicalidade. Isso é uma dica legal para estudo. Quando for estudar música instrumental tente cantar a melodia e tocar ao mesmo tempo, toque levadas mais complicadas e cante ao mesmo tempo, principalmente levadas com o tempo impar, pegue uma levada de 5/4, 7/8, tente contar o tempo tocando ou crie uma melodia.  Eu acho importante, porque isso vai ajudar a desenvolver a sua musicalidade, apesar das piadinhas que dizem que os bateras não são músico (risos), temos sempre que tentar ser musical, não pode ser só barulhos, o maior desafio é arrancar musicalidade de um instrumento que não é harmônico. É sempre importante prestar atenção em todos instrumentos que estão na música, tocar batera e tentar cantar junto, isso só tem a acrescentar na sua musicalidade. Temos muitos bateras que cantam, Phil Collins, Elber Bedaque, Serginho Herval do Roupa Nova, tem vários… Tenho uma teoria que todo batera quer ser cantor (risos), alguns deles Lobão, Chris Cornell era o batera do Soundgarden, Karen Carpenter, Elba Ramalho, Tim Maia, entre outros, são sempre exemplos pra gente estudar.

Fernando – O que seria legal a galera que vive de música aqui da região fazer?

Jedi – Oh…Tem que partir de um principio que infelizmente a gente é uma classe desunida, é difícil fazer uma união de todo mundo, juntar os músicos que pensam do mesmo jeito e com as mesmas idéias, mas… o que eu acho legal é se a gente puder se aproximar mais as bandas e os músicos que tocam em bar, porque a união faz a força, como diria o ditado (risos), os músicos só teriam a ganhar fazendo isso, seria legal fazer uma associação ou até mesmo um grupo no facebook para estar conversando e unir a galera, tentar juntar o máximo de músicos para estar discutindo assuntos para o próprio bem da música da região, até mesmo falar sobre o “cache” a idéia é tentar igualar um valor próximo um do outro, sendo assim ninguém sai prejudicado, criar idéias, movimentos, que o que já esta acontecendo aqui. Uma dica que eu dou para alguns músicos de banda, é tentar valorizar mais o seu som, coloque um valor no seu trabalho porque ele vale e tem um grande valor. Se o cara cobra muito barato, acaba prejudicando outras bandas que estão mais tempo na estrada, lógico que as bandas que estão começando fica difícil um valor mais alto, porque ainda não tem um nome, mas se haver uma união tentamos chegar a um valor próximo que não prejudique ninguém, a dica é valorizar o seu som. Como temos muitas bandas e artistas aqui na região, poucos lugares para tocar e não temos muito apoio de radios e tv, poderíamos se reunir e nós mesmos criamos eventos na região e sempre tera lugar para todos se apresentarem. Se todos se unirem a classe musical só tem a ganhar. O segredo é se enturmar, não pode existir competição, isso é pensar pequeno, estamos todos no mesmo barco, a cena musical esta complicada a alguns anos, mas se a gente reunir as forças só tem a melhorar. Porque o músico já é difícil ser valorizado, então nós mesmos é que temos que nos dar o valor.

Fernando – O que você acha legal a galera que esta começando ou querendo entrar nesse meio profissional fazer?

Jedi – O legal é eles criarem amizades, entrarem em contato com as bandas que já existem a vários anos e estão tocando a muito tempo, sempre pegar umas dicas dos caras, até mesmo para abrir espaço… exemplo, tenho uma banda que esta a 10 anos na estrada e tem uns amigos com uma banda nova, nós já vamos poder dar uma força para os caras, o que gente puder fazer pra ajudar, fazemos… como indicar para tocar em determinados lugares que já tocamos, é legal fazer este contato da galera mais nova com a mais velha, porque até mesmo a galera mais nova pode ajudar a galera que já esta a anos na estrada. Não existe este lance de um ser melhor que o outro, não pode haver este pensamento, tem que ter espaço pra todo mundo, as vezes alguns acham que tem o pessoal que já toca é difícil infiltrar, que tem panelinha, mas na verdade é só respeitar a galera que esta a um tempo na estrada e chegar chegando (risos), se o pessoal se inturmar tem espaço pra todo mundo. Vamos se unir galera.

Fernando – O que você acha que a galera que pretende seguir carreira profissional como baterista precisa saber?

Jedi – Bom, primeiro é preciso ter o seu próprio equipamento, não precisa ser o melhor do mundo, mas  que seja profissional e atenda os requisitos dos trabalhos, depois disso ai,   tem que estar preparado, inclusive tecnicamente, vai depender de que caminho você vai querer seguir. Eu sempre tive a visão que existe dois tipos de músicos, o sideman que toca com vários artístas e tem o cara que forma sua própria banda e que fazer sucesso com ela, das duas formas você tem que estar sempre preparado e estudar bastante, estar em dia com técnicas e rítmos, se o baterista souber tocar vários estilos estara preparado para trabalhos e ficar em dia com a técnica. É importante estar preparado tecnicamente e musicalmente e por outro lado é você procurar ser  sempre um bom profissional, sempre estar cuidando do seu equipo, em seu ambiente de trabalho procure sempre se da bem com todo mundo, ser sempre humilde, dedicado, interessado, ser o mais profissional possivel, chegar no lugar fazer o seu trampo, executar da melhhor forma possível e ir embora tranquilo, com a consciência limpa porque você fez um bom trabalho, ter sempre paciência, perseverança, porque não é fácil você mander uma carreira, mas se você for um bom músico, se relacionar bem com os companheiros, sempre chegar na hora certa, sendo sempre profissional, você tem tudo para se dar bem, a primeira pessoa que vão chamar quando estiverem precisando é você. Estes são apenas alguns passos.

Fernando – Você acha importante o aluno de bateria ter postura ativa, por mais simples que seja o assunto ele sempre estar perguntando, sempre chegar com dúvida na aula de um assunto as vezes que ele ouviu, ou com uma música diferente pra saber se esta tocando corretamente?

Jedi – É legal pra caramba o aluno interessado, que tem vontade de aprender, é muito bom para o professor quando o aluno chega na aula com 50 perguntas, tem algumas que as vezes não sabemos responder, mas acabamos aprendendo juntos, porque nós muitas vezes aprendemos na curiosidade, é bom sempre presquisar, ouvir música, ver shows, saber como é a bateria, porque o batera monta a bateria daquele jeito, analisar como ele esta tocando, porque que coloca o prato alto ou o prato baixo, altura do banco, nos show pergunte para o músico porque ele fez uma levada no Ride ou na cupula, é aonde vão surgindo dúvidas,  não tem coisa  melhor para o professor quando o aluno chega na sala de aula e o bombardeia de perguntas (risos) , porque você vê interesse, dedicação, e esses são os alunos que desenvolvem mais rápido. Isso é importantissimo, então fica a dica, se tiver dúvida pergunte, questione por mais simples que seja e se não tiver, seja curioso e crie suas perguntas, observe até mesmo fora da sala aula. É legal incentivar o aluno a fuçar mesmo, criar dúvida e enxer o saco do professor (risos) até mesmo fora da aula, na rua, internet, ele não vai ficar bravo por causa disso, muito pelo contrario ele vai adorar, porque assim a aula flui até melhor.

Fernando – Notícia em primeira mão para o  JacareZine.

Jedi – A banda TwoZé lançou em 2008 o primeiro CD e agora estamos partindo para o segundo CD, estamos gravando músicas novas, trabalho autoral e logo logo tem novidades ai (risos). Quem quiser ouvir o primeiro CD acesse o site www.twoze.com.br  lá tem todas as músicas e também no soundclond (https://soundcloud.com/twoz-banda/), em breve faremos mais uma tiragem em mídia física.

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Fernando – Fale um pouco sobre as suas atuais pesquisas.

Jedi – Sempre procuro fazer manutenção na técnica, fico estudando rudimentos na batera, no pad, exercícios com o pé, cordenação e independencia. Uma das coisas que eu tenho estudado com frequência é “poliritmia”, tento sempre criar frases, grooves, procuro sempre estar melhorando, uma coisa que eu tenho feito também pegar uma base de baião, samba ou qualquer outro estilo, fraseando em cima e mantendo aquela levada dos pés, poderia ser o samba ou outro estilo e vou fazendo com as baquetas um fraseado em cima dessa base, usando os pés como se fosse uma base para o que eu estou fazendo com as mãos, você desenvolve tanto a sua coordenação quanto à sua musicalidade, melhora a sua desenvoltura na batera, consegue executar com mais facilidade e precisão, ultimamente os meus focos de estudo é isso aí cara.

Fernando – Quanto tempo você estudava e quanto tempo você estuda hoje.

Jedi – Quando eu comecei o máximo que eu conseguia ficar no instrumento eu ficava, eu no início estudava todos os dias 4 horas de bateria, em seguida eu ficava lendo revistas, assistindo vídeo aulas e shows. Hoje em dia já não tenho tanto tempo, mas todos os dias estou pelo menos uma hora em contato com o instrumento, quando não estou na batéra estou na borrachinha, lendo revistas, vendo vídeos, escutando música ou pesquisando novidades, sempre procuro coisas novas que irão acrescentar na minha musicalidade. Quando somos mais novos temos bastante tempo pra estudar, mas  quando você fica mais velho tem que trabalhar e fazer suas obrigações, acabamos não tendo tanto tempo, mas graças a Deus hoje nós conseguimos viver de música, apesar da correria temos  um pouco de contato com estudo musical. Uma das coisas importantes que aprendi, quando você não tem tanto tempo para estudar foque os estudos nos assuntos que está com dificuldade, com certeza temos que fazer a manutenção do que já tocamos, mas é legal estar aproveitando o pouco tempo que temos em coisas que ainda não estamos tocando de forma natural. O segredo é saber aproveitar o seu tempo, em uma ou duas horas de estudo de forma correta conseguimos aproveitar muito, mas se conseguir estudar mais tempo de forma correta é melhor ainda.

Fernando – Quando você estuda, costuma marcar um cronograma com as séries que ira treinar naquele momento, exemplo 20 minutos de paradiddles, 20 minutos de poliritmia.

Jedi – Eu na verdade nunca fui muito organizado para estudar, sempre tentei mas nunca consegui (risos) eu procurei sempre estudar pensando nas minhas necessidades, no que eu achava que tinha que melhorar, envolvendo vários aspectos técnicas de mão e pé, coordenação, rítmica, frases, solo de batera, tocar com música, metrônomo, sempre estudei estes assuntos focando no que eu precisava melhorar.

Fernando – Influências, 5 nacional e 5 internacional

Jedi – Nacional: Carlos Bala, Albino Infantozzih, Robertinho Silva, Cuca Teixeira e Kiko Freitas. Internacional: Steve Gadd, Dave Weckl, Vinnie Colaiuta, Dennis Chambers e Jeff Porcaro.

Fernando – Algumas bandas e bateras que você indica para a galera estar ouvindo.

Jedi – Toto, Tears for Fears, The Police, Led Zeppelin, Deep Purple, Beatles. Ringo Starr, John Bonham, Steve Gadd, Billy Cobhan, Dennis Chambers, Dave Weckl, Vinnie Colaiuta, Gene Krupa, Buddy Rich, Elvin Jones Tony Willians, Simon Phillips, Jeff Porcaro, Gregg Bisonette, Keith Carlock.

Fernando – Aonde as pessoas podem estar encontrando o seus trabalho e das suas bandas na internet?
https://www.facebook.com/jedivieira
www.myspace.com/jedivieira

http://flamdrummer.blogspot.com.br/
www.twitter.com/jedivieira

Fernando – Fale um pouco sobre a sua concepção de improvisação

Jedi – É sempre legal você ter as suas próprias frases prontas ou vocabulário pra você não passar apertado na hora que estiver tocando, tente deixar sempre musical, enquanto a isso eu tento sempre pensar na melodia da música, enquanto improviso a música vai ficar passando na minha cabeça. Eu vou criando as situações de solos ao redor do que está acontecendo ali, tento fazer as frases, contra tempos, envolta da melodia. Você precisa estar com seus rudimentos em dia, porque esse é um dos momentos que você irá aplicar na batera, sempre tentando colocar elas no contexto musical porque somente técnica fica um negócio frio, então na hora do solo eu procuro estar com os rudimentos em dia e com a melodia na cabeça, basicamente é isso ai cara.

Fernando – Quem deseja fazer aulas de bateria com você aonde te encontram?

Jedi – Ministro aulas na ELM, Escola livre de música
Tels. 12 3951-5643     / 12 7813-6663          
Rua Juscelino Kubtschek de Oliveira, 130 Jd. Mesquita, Jacareí- SP

Fernando – Você usa mais pegada tradicional, alemã, francesa, fale um pouco sobre esse assunto.

Jedi – Eu sempre usei mais pegada tradicional, mas eu sempre alterno entre a pegada normal e tradicional. Quando eu vou tocar com a minha banda que é mais rock n’ roll uso a pegada moderna (Matched Grip), mas quando é um som instrumental é sempre tradicional. No meu blog eu abordo esse assunto de pegada.

Fernando – Quais são as baquetas que você usa.

Jedi – Eu acostumei tocar com a 5b que é mais pesada e até hoje não consigo largar mais dela (risos), eu não uso muito a 7a pelo fato da minha mão se um pouco grande daí eu não tenho equilíbrio e balanço, pra mim a 5b é um pouco mais confortável. A baqueta 7a é a mais leve que tem, ela resolve bem em um som que não precisa de tanta pancada, a 5a já é um pouco mais pesada e mais grossa que a 7a, a 5b tem quase a mesma espessura da 5a porém é mais pesada, depois vem a 2b que é mais grossa, pesada e maior de todas, geralmente é usada pela galera do metal que precisa tocar um pouco mais forte, quanto maior o numero mais leve é a baqueta (risos), eu uso a 7a quando tenho que tocar em um bar que não pode fazer muito barulho, ela resolve bem.

Fernando – Você acha que seria viável o baterista estudar com a baqueta mais pesada do que usa, para ter um melhor resultado.

Jedi – É legal isso aí, quando eu vou treinar na borrachinha pego uma baqueta 2b, para treinar rudimentos com ela, quando eu pego a 5b parece que estou voando (risos),  porque fica muito leve, mais rápido, mais fácil. Você acaba tendo mais resistência na execução da música, mas o importante é você não forçar demais, não pode forçar a ponto de prejudicar o seu pulso

Fernando – Sobre distância das baquetas em relação as peças, você acha importante o baterista deixar elas bem próximas? Quanto mais perto é mais fácil para executar as frases mais rápidas?

Jedi – Com certeza, nas frases mais rápidas a baqueta acaba ficando mais próxima da pele, Justamente pelo fraseado rápido, quando é um fraseado com mais pegada geralmente a gente acaba levantando mas a baqueta, tem o lance da dinâmica, quando rola um som com nossas fantasmas você deixa baqueta bem próxima da pele coisa de 3 centímetros e a dinâmica mais forte você acaba deixando a baqueta bem mais alta, conseguindo essa diferença de som dinâmico. Você tem que procurar sempre estar usando o movimento do pulso e dedo, evite ficar levantando os braços, muitas vezes as frases mais rápidas ficam dificeis de executar. As forças estão nos pulsos e os movimentos estão nos dedos.

Fernando – Como era sua primeira bateria?

Jedi – Quando era moleque eu fazias minhas bateras com latas, tinha vários tamanhos de latas (risos), com a tampinha eu fazia os pratos, eu tinha todos os pratos que eu queria  (risos), esta batera tinha várias splash, pratos de ataque, prato condução todos os tons  (risos), fiz várias bateras assim quando era moleque. Não adianta, você pira no instrumento faz de tudo mesmo e na necessidade acaba sendo criativo.

Minha primeira batera era a da igreja que eu tocava, a situação era precaria (risos), não tinha marca, pele de resposta, os pratos era aqueles chuveirinho (risos), mas eu só ficava sonhando com a minha bateria, até que foi melhorando com o passar dos anos e começou a ter importação de instrumentos no Brasil, e foi possível comprar a minha bateria com 19 anos, lembro até hoje era uma Yamaha stage custon antiga, depois de alguns anos, vendi ela e comprei uma Yamaha stage custom modelo mais novo.

Fernando – E a galera que está começando agora, fazendo aulas, que não tem bateria e estão preocupados em como estudar. Como eles podem fazer para estudar mesmo sem o instrumento?

Jedi – Olha… no sofá, nas panelas… brincadeira (risos), A melhor coisa é comprar borrachinha de estudo “pad”, e estudar da forma “air drums” você toca na borrachinha simula o bumbo no pedal e imagina que a bateria na sua frente, você vai treinando no ar, e quando sentar na batera vai conseguir executar muito mais fácil do que ficar em casa sem fazer nada, esta é uma dica. Outra dica é acompanhar uma música, fazendo viradas no tempo certo, fique observando quando você bate no prato, o lance é esse, acredite, tenha  interesse que tudo vai dando certo.

Fernando – Grande mestre Jedi (risos), parabéns pelo trabalho, muito obrigado pela excelente recepção, pela conversa maravilhosa e com certeza muito produtiva. Quero dizer que foi um prazer imenso entrevistar você que é um grande artista do nosso país. Obrigado a todos do JacareZine, por estar cedendo este espaço e fazendo com que a arte cresça a cada diaJedi, o que você gostaria de dizer para a galera que está acompanhando a matéria no jacareZine?

Jedi – Primeiro eu quero agradecer o espaço de estar mostrando um pouco do meu trabalho,  deixar um recado pra galera da música para estudar sempre, nunca desistir, a música é complicada e difícil, nada é fácil, se você quer ser um músico e ter essa carreira, acredite, estude bastante, procure estar antenado ao mundo da música, se ligue nas novidades, converse com os músicos experientes, tenha a mente aberta, procure sempre estar perguntando para os músicos mais experiente o que você precisa melhorar, seja humilde e sempre esteja preparado para ouvir críticas ruins, não se desanime, isso faz parte da nossa carreira, tera as pedras no caminho mas sempre pense positivo, atitude positiva, olhe para cima, levante a cabeça, e acredite em você mesmo, nunca desista, procure sempre melhorar, nunca se acomodar, escute um pouco de tudo, estudar um pouco de cada estilo. Mantenha a mente aberta em relação a estilos de “música boa”, se o cara é rockeiro tente aprender uma levada de samba, se o cara é sambista tente aprender uma levada de rock e tudo isso acrescenta musicalmente para você,  tenha sempre a cabeça aberta em relação à música, não tenha preconceito, tem muita música de qualidade pra você aprender, isso acrescenta não só na nossa musicalidade mas com certeza vai converter na vida pessoal e música só faz bem, acredite em você,  nunca desista, vá em frente que uma hora você batalhando vai conseguir chegar no seu objetivo.

Mais uma coisa, se vc almeja ser um profissional bem sucedido, aja como tal ! Se porte como tal. Pense profissional, tenha atitude profissional. Não confunda isso com arrogância. Humildade e profissionalismo sempre. São os resquisitos básicos para você chegar lá !

 


Por: Fernando Alvarenga
Músico & Colunista

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4 Respostas para “Papo de músico: Jedi Vieira

  1. Fiquei muito feliz c/ as palavras carinhosas do Jedi. É 1 gde batera. Digo c/ orgulho q. fui seu professor. Ele sempre foi muito aplicado e dedicado. Vlw Fernando, muito legal sua entrevista c/ o Jedi. Abção do Elber.

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  2. Grande Fernando!
    Sou admirador do trabalho deste cara, do seu profissionalismo e dedicação!
    Foi uma época muito boa quando sempre o encontrava por aí fazendo seu som, o melhor batera que já ouvi! Sem dúvidas!
    Agora estou longe, infelizmente não posso acompanhar com frequência seu trabalho, mas o admiro muito!
    Parabéns pela entrevista, ajudou muito quem está só começando, que está com a cabeça cheia de dúvidas e porquês.
    A vida de musico não é fácil, mas vale a pena. Pude imaginar os olhos brilhando em cada frase dita por esse grande batera!
    Ouvi uma vez: “Faça aquilo que ama, e nunca mais terá que trabalhar na vida”.
    Parabéns por escolher e se dedicar intensamente pelo o que ama!

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    • Fico muito agradecido Erick pelas palavras e saber que meu som refletiu na sua vida e na vida de outras pessoas. Muito legal isso, porque às vezes a gente esta tocando mas nem imagina que tem alguem ali olhando o que vc esta fazendo. Grande abraço pra vc e sucesso na sua vida !

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