Entrevista: Sacrificed

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Kell Hell vocalista da banda Sacrificed respondeu algumas perguntas pra gente!
A frontwoman falou um pouco sobre o album “The Path of Reflections”, fãs, processo de composição e as diciculdades do cenário musical independente.

 1- O que acha do cenário musical independe de hoje em dia? Acha que falta apoio para as bandas conseguirem um espaço na mídia e conquistarem fãs.

Kell Hell – O Brasil é um país conhecido pela energia de suas bandas. Um som de qualidade e originalidade. Infelizmente hoje não temos nenhuma banda do heavy metal em evidência no Brasil. Isso acaba dificultado, em muito, a infiltração das bandas na mídia que não seja especializada em rock/heavy metal. Logicamente, isso não nos impede de continuar seguindo com o nosso trabalho, tentando conseguir pelo nosso próprio caminho, nosso lugar ao sol. Vivemos em um tempo em que os números de “likes” não correspondem ao número real de fãs que uma banda possui. A famosa ilusão que a internet trás. Então muitas vezes além da música em si, uma banda precisa gerenciar sua carreira muito bem, para trazer fãs reais, que vão divulgar seu trabalho, vestir sua camisa e estar junto de você quando precisar. É isso que buscamos.

Uma banda que faz isso com excelência hoje, é o Project 46.

2- Vocês começaram como uma banda cover do Metallica, o que fez vocês se decidirem por começar tocar material próprio?

Kell Hell – Eu não participava dessa fase da banda ainda, mas sei que era pela necessidade de criar algo próprio. Andar com suas próprias pernas. O engraçado é que hoje, pelo menos nas casas de Belo Horizonte, bandas cover tem muito mais espaço e estrutura para trabalhar do que os grupos autorais.

3 – Como funciona o processo de composição do Sacrificed?

Kell Hell – As músicas do álbum “The Path of Reflections”, foram, em sua maioria composições do guitarrista, Diego Oliveira, à exceção de três faixas (Winds of Liberty, Before a Dream e Prison Mind – compostas, respectivamente, por Gustavo e Vitor, ex integrantes, junto com o Diego). No entanto, por mais que a base da composição possa ser atribuída a um, é inegável que cada membro contribui com a sua parte. Eu, por exemplo, sou a criadora de todas as linhas de voz do álbum.

4 – Vocês abriram shows para o Kamelot e pro The Agonist. O quanto à participação nesses shows foi importante para a banda?

Kell Hell – Abrir para bandas de renome é muito importante para qualquer banda do cenário underground ou independente. Não só pelos motivos óbvios de divulgação, que envolvem a maior proporção do evento, melhor organização e também maior público. Mas participar de shows assim é igualmente importante por inspirar a todos nós integrantes, haja vista a honra de subirmos no mesmo palco de bandas que inspiram nossas composições.

5 – Vocês conseguiram uma repercussão extremamente positiva, como foi o processo para esse reconhecimento? Muitas dificuldades?

Kell Hell – Sem dúvida não há uma pedra no caminho. Mas várias! (risos) Vocês mesmos do JacaréZine listaram o principal deles na primeira pergunta  -falta de apoio, e de uma forma geral. Não somente da mídia, mas também dos organizadores culturais e até mesmo do público (que por diversas vezes curte o som, mas não compra o CD ou não vai aos shows). Mas os obstáculos são óbvios, e fazem parte da trajetória. Vamos sempre encará-los e, mais importante, tentar superá-los. Voltando à repercussão positiva, sim, o nosso álbum “The Path of Reflections” recebeu, e ainda recebe, elogios e críticas positivas, por parte da mídia e do público. E até mais que esperávamos (afinal, o criador sempre sabe as falhas da sua criação melhor do que qualquer crítico – risos). Agora é dar o melhor de nós para que nosso próximo álbum – em fase de pré-produção – supere o antecessor.

 6 – Como é a relação da banda com os fãs?

Kell Hell – Acredito que não existe coisa mais gratificante para um músico, do que ver outras pessoas cantando suas músicas, cantando com vontade. O contato com os fãs, o apoio, tudo isso é o combustível que nos faz continuar, mesmo com todas as dificuldades.

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7 – E o mercado de shows, como anda?

Kell Hell – O Brasil é um país muito grande e além de péssimas estradas, tudo é muito caro. Junto a isso, a falta de propostas que realmente valorizem a banda, acabam tornando as turnês pouco viáveis no Brasil. Exceto os monstros Sepultura e Angra (e suas ramificações), dificilmente você vê alguém excursionando pelo país. Atualmente nossos shows estão concentrados no eixo MG/SP, mas a um bom tempo estamos estudando shows no nordeste e no sul. Com certeza vão acontecer, provavelmente após terminarmos a gravação do nosso próximo CD.

8 – Uma mensagem para as bandas independentes que estão em busca do reconhecimento. Qual o melhor caminho a seguir?

Kell Hell – Persistir é a palavra de ordem. Mas sempre tentando melhorar e, principalmente, profissionalizar-se ao máximo. Ninguém dará valor ao seu trabalho se você também não der. No mais, esteja preparado: antes de um sonho, vem sempre uma tempestade (tradução de um trecho de Before a Dream, do álbum “The Path of Reflections”), mas o sonho estará sempre mais perto se você continuar caminhando.

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2 Respostas para “Entrevista: Sacrificed

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